Lesões no colo do útero: consultas caem quase 78% após vacina HPV
21 de outubro, 07:54
O câncer de próstata matou cerca de 18,5 mil homens no Brasil em 2025, uma média de 50 mortes por dia, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. O diagnóstico precoce tem cerca de 90% de chance de cura. Novembro Azul reforça a importância do rastreamento.
Rodrigo Silva
03 de novembro de 2026, 12:39 · Atualizado em 03 de novembro de 2026, 13:47
O câncer de próstata matou cerca de 18,5 mil homens no Brasil em 2025, o equivalente a 50 mortes por dia, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O número é 20% maior que o de dez anos atrás, quando foram 15,4 mil óbitos. Para 2026, a previsão é de mais de 77 mil novos casos, o que faz do tumor o mais comum entre os homens.
Quando descoberta cedo, a doença tem 90% de chance de cura, mas nessa fase não costuma dar sinais. Sintomas como sangue na urina, fluxo fraco e dores nos ossos aparecem em estágios avançados.
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, localizada abaixo da bexiga. Ela produz parte do líquido seminal e pode ser afetada por inflamações, crescimento benigno e câncer. O tumor surge quando células da glândula passam a se multiplicar de forma desordenada.
O risco aumenta com a idade. Histórico familiar, obesidade e maior incidência em homens negros também são fatores de atenção. Por isso, a SBU recomenda avaliação com urologista a partir dos 50 anos, ou dos 45 para negros, obesos e pessoas com histórico familiar.
Na fase inicial, o câncer de próstata costuma ser silencioso. Quando avança, pode provocar dificuldade para urinar, fluxo fraco, necessidade frequente de urinar, sangue na urina ou no sêmen e dores ósseas. Esses sinais também podem ter outras causas, mas precisam ser investigados.
O rastreamento inclui o exame de PSA (antígeno prostático específico) no sangue e o toque retal. O urologista avalia o histórico, os exames e a necessidade de biópsia. A decisão sobre o rastreamento deve ser individualizada, considerando idade, riscos e expectativas do paciente.
As opções dependem do estágio, da agressividade do tumor, da idade e das condições de saúde. Entre os tratamentos estão cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e vigilância ativa em casos selecionados.
Em 2026, a cirurgia da próstata assistida por robô foi incorporada ao SUS, e o Conselho Federal de Medicina aprovou o HIFU e a crioablação, técnicas pouco invasivas. A disponibilidade desses procedimentos varia conforme a rede de saúde e a indicação médica.
A campanha Novembro Azul busca estimular os homens a procurar prevenção e diagnóstico precoce. O preconceito e o medo ainda afastam muitos homens dos exames, o que atrasa o diagnóstico e reduz as chances de cura.
Conversar com o urologista, tirar dúvidas e compartilhar informações com amigos e familiares são formas de quebrar esse tabu. A saúde masculina também é uma questão de cuidado coletivo.
Em Rondônia e em toda a região Norte, o acesso a urologistas ainda é um desafio em muitos municípios. Pacientes podem precisar se deslocar para cidades maiores, o que atrasa consultas e exames.
Quem tem dificuldade para acessar um especialista deve procurar a UBS de referência e perguntar sobre o fluxo de encaminhamento. O diagnóstico precoce começa na atenção básica, com acolhimento e orientação.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde.
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